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sábado, 12 de dezembro de 2009

Evangelho de Domingo


A paz a todos!!!

A Igreja celebra nesse fim de semana o III Domingo do Advento, Domingo Gaudete ou da Alegria.

A, pois está próxima a vinda do Senhor, alegria pois apesar de a escalada da montanha ser dura, já podemos ver o topo.

Por isso, hoje a Igreja se veste de rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do Salvador que está bem próxima.


O Evangelho desse final de semana é escrito por Lucas 3, 10-18:



"Então o povo perguntava: - O que devemos fazer? Ele respondia: - Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma, e quem tiver comida reparta com quem não tem. Alguns cobradores de impostos também chegaram para serem batizados e perguntaram a João: - Mestre, o que devemos fazer? - Não cobrem mais do que a lei manda! - respondeu João. Alguns soldados também perguntavam: - E nós, o que devemos fazer? E João respondia: - Não tomem dinheiro de ninguém, nem pela força nem por meio de acusações falsas. E se contentem com o salário que recebem. As esperanças do povo começaram a aumentar, e eles pensavam que talvez João fosse o Messias. Mas João disse a todos: Eu batizo vocês com água, mas está chegando alguém que é mais importante do que eu, e não mereço a honra de desamarrar as correias das sandálias dele. Ele os batizará com o Espírito Santo e come fogo. Com a pá que tem na mão, ele vai separar o trigo da palha. Guardará o trigo no seu depósito, mas queimará a palha no fogo que nunca se apaga. João anunciava de muitas maneiras diferentes a boa notícia ao povo e apelava a eles para que mudassem de vida."


Reflexão:

Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu.João Batista tem um destaque especial nas narrativas dos Evangelhos. Ele é situado no início do ministério de Jesus, e é a partir do encontro com João, recebendo seu batismo, que Jesus muda seu modo de viver: deixa sua família e transforma-se em um pregador itinerante. João, com o rito simbólico de seu batismo, conclamava o povo à conversão (metanóia), ou seja, uma mudança de vida, mudança de comportamento e de valores. Esse batismo significava um compromisso com a prática da justiça, através da qual o pecado é superado. Procurado pelas multidões, João lhes apresenta o essencial da nova prática a ser assumida a partir do compromisso do batismo: "Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo". É o apelo à partilha e à solidariedade com os mais fracos e pobres. Este anúncio corresponde bem a uma das perspectivas dominantes de Lucas, que é a atenção à pobreza, procurando remover as relações pessoais e estruturais de exploração dos pobres. Diante de outros questionamentos particulares (publicanos, soldados), João conclamava para a renúncia à corrupção e à violência.Jesus assume o batismo e o anúncio de João à conversão. Porém, como portador do Espírito, revela que esta prática da justiça, da partilha e da fraternidade é o caminho para a comunhão de vida com o Pai, com Deus. O povo estava na expectativa de um líder poderoso libertador, o "ungido" (messias, do hebraico; cristo, do grego). João Batista dava a entender que seu batismo tinha um sentido novo que não correspondia a esta expectativa popular. A consistente pregação dele resultou na formação de um amplo discipulado. Vários destes discípulos, contudo, ficaram distantes do movimento de Jesus que se seguiu. A fim de atraí-los, os evangelistas, ao redigirem seus Evangelhos, insistem em afirmar a subalternidade de João a Jesus. Neste tempo do Advento, ao renovarmos a consciência da presença de Jesus entre nós, Filho de Deus encarnado e eterno, enchemo-nos de alegria. "O Senhor está a teu lado... apaixonado de amor por ti". "Alegrai-vos sempre no Senhor".



Um excelente final de semana a todos!!!

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Evangelho de Domingo


Preparai os Caminhos do Senhor...


Estamos na 2ª Semana do Advento, e iniciamos no último domingo (dia 29) o Ano Litúrgico C, dedicado às reflexões do Evangelho de São Lucas.


Nesse domingo meditaremos: Lucas 3,1-6.


"No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. E ele percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um baptismo de penitência para a remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alterados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’». "



Reflexão:

Lucas, como compete a alguém que “tudo investigou cuidadosamente desde a origem” (Lc 1,3), começa por situar o quadro de João Batista num determinado enquadramento histórico. Nomeia 7 personagens (desde o imperador Tibério César, até ao sumo sacerdote Caifás), num esforço de situar no tempo os acontecimentos da salvação (estaremos aí pelos anos 27/28). Ele sugere, assim, que esta aventura do Deus que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar um projecto de salvação e de felicidade não é uma lenda, perdida nas brumas do tempo e da memória dos homens… Mas é uma história concreta, com acontecimentos concretos, que podem ser ligados a um determinado momento histórico e a uma terra concreta.
Num segundo momento, Lucas apresenta a figura de João Batista. Ele é “uma voz que grita no deserto” e que convida a preparar os caminhos do coração para que Jesus, o Messias de Deus, possa ir ao encontro de cada homem. Lucas começa por sugerir que a missão profética de João lhe é confiada por Deus: o chamamento de João é apresentado com as mesmas palavras do chamamento de Jeremias (cf. Jer. 1,1, no texto grego), para marcar o carácter profético do seu anúncio. Depois, Lucas situa num espaço geográfico a atividade profética de João: ele prega em “toda a zona do rio Jordão” (Mateus e Marcos, situam-no no deserto)… Trata-se de uma região bastante povoada, sobretudo depois das construções de Herodes e de Arquelau: o anúncio profético de João destina-se aos homens, que são convidados a acolher o Messias que está para fazer a sua aparição no mundo. Finalmente, concretiza-se o âmbito da missão: João “proclama um batismo de conversão (”baptisma metanoias”), para a remissão dos pecados”… A palavra “metanoias” sugere uma revolução total da mentalidade que leva a uma transformação total da forma de pensar e de agir… Para acolher o Messias que está para chegar, é necessário um processo de conversão, as prioridades, os valores; só nos corações verdadeiramente transformados, o Messias encontrará lugar.
O Evangelho de hoje conclui-se com uma citação tomada de Isaías (cf. Is 40,3-5), onde serve para anunciar aos exilados na Babilónia a libertação e o regresso a casa, num novo e triunfal êxodo. Lucas sugere, desta forma, que está para chegar a libertação: é necessário, no entanto, que os destinatários do projeto libertador de Deus aceitem percorrer esse caminho, se deixem transformar e acolham “a salvação de Deus”.
Um excelente domingo a todos!!!
Créditos: (Site Presbíteros, disponível em: http://www.presbiteros.com.br/index.php/ii-domingo-do-advento-ano-c/)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Evangelho de Domingo: Jesus Cristo, Rei do Universo



Chegamos ao fim de mais um ano litúrgio.. No domingo do dia 06/12/2009 entraremos no Ano "C", o ano do Evangelista São Lucas. Também no dia 06/12 inciaremos a caminhada do Advento, em preparação ao Natal do Senhor.




Estamos no XXXIV Domingo do Tempo Comum:


Evangelho (Mc 13, 24-32)


Naquele tempo,disse Jesus aos seus discípulos:


"Naqueles dias, depois de uma grande aflição,o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade;as estrelas cairão do céue as forças que há nos céus serão abaladas.


Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens,com grande poder e glória.


Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu.


Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas,sabeis que o Verão está próximo.


Assim também, quando virdes acontecer estas coisas,sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta.


Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.


Passará o céu e a terra,mas as minhas palavras não passarão.


Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho;só o Pai".






Reflexão (por Frei Floriano Surian, ofm)


Estamos no fim do ano litúrgico ou da Igreja.
A liturgia deste domingo nos propõe uma reflexão sobre o fim do mundo e do homem. Jesus aparecerá em toda a sua glória. A certeza desta vinda de Jesus glorioso deve ser consolo e apoio para superar as dificuldades presentes.
Ao deixar este mundo, a criatura que creu no Senhor Jesus vê o Cristo abrir a porta da eternidade e vir-lhe ao encontro na plenitude da divindade e da misericórdia.
O fim do mundo acontece para cada um na hora da morte. Para quem morre tudo o que significava poder, posses, honrarias e glórias neste mundo, perde seu valor. É o distanciamento total dos bens temporais. Jesus ensina aos seus discípulos e a nós também, como viver os acontecimentos do nosso dia a dia, na perspectiva de sua vinda gloriosa no fim dos tempos, na hora de nossa morte.
Diz Jesus: “Aprendei, pois, a parábola da figueira. Quando o seu ramo se torna tenro e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está próximo. Da mesma forma, também vós, quando virdes estas coisas acontecerem, sabei que Ele está próximo, às portas” (v.28-29).
Importa estar atento e vigilante, preparado para o Dia do Senhor. A vigilante perseverança do cristão é todo um programa de vida.
Afirma Jesus: “Passará o céu e a terra. Minhas palavras, porém, não passarão” (v. 31). E adverte: “Atenção, e vigiai, pois não sabeis quando será o momento” (v. 33).
Deus é o Senhor do Tempo, da Hora e da História. A vinda de Deus ao mundo, em Jesus Cristo, constitúi o evento decisivo que inaugurou a História da Salvação. Ele é o princípio e o Fim. Nele reside tudo o que espera o Homem, seja no fim do mundo, seja no término da vida mortal do Homem.
Cristo Ressuscitado desvela ao Homem a realidade que o espera. “O dia e a hora só Deus - o Pai - o sabe” (v. 32). A realidade, a manifestação plena da glória de Jesus na Parusia, ou no fim dos tempos, está muito além do que a nossa mente é capaz de imaginar: “O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9).
Tentar descrever o que está por vir destruiria a nossa esperança cristã, reduziria ao nível do nosso horizonte, meramente mundano, o que vai além de toda imaginação.
* Pai amado, “criaste-me para ti e inquieto está o meu coração enquanto não repousar em ti” (Sto. Agostinho).

AMÉM. ASSIM SEJA.


NIHIL SINE DEO - Nada sem Deus.

sábado, 14 de novembro de 2009

O evangelho do Domingo



Nesse domingo, a Igreja celebra o 33º Domingo do Tempo Comum (o penúltimo do ano litúrgico "B"). Continuamos meditando os textos de São Marcos. O deste domingo se encontra em: Marcos 13, 24-32.


Vamos ao Evangelho:


Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: "Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai escurecer, e a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas. Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder de glória. Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade à outra da terra.Aprendei, pois, da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. Assim também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Filho do Homem está próximo, às portas.Em verdade vos digo, esta geração não passará até que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai".



Reflexão do Evangelho

O texto de domingo nos apresenta diversas dificuldades de interpretação, pois está saturado com conceitos apocalípticos, referências veladas à possíveis eventos históricos, e referências tiradas de escritos do tempo do Antigo Testamento, muitas das quais desconhecidas para nós. Porém, a sua mensagem central fica clara – o triunfo final do Filho do Homem, mandando por Deus para estabelecer o seu Reino. A linguagem vetero-testamentário de sinais cósmicos, a figura do Filho do Homem e a reunião dos eleitos de Deus são unidas num contexto novo, em que a vinda escatalógica de Jesus como Filho do Homem se torna o evento central. A sua vinda gloriosa no fim dos tempos servirá como prova da vitória de Deus – e a expectativa desta chegada serve como base da vigilância paciente que é recomendada aos discípulos ao longo de todo o Discurso Escatalógico de Marcos.


Os sinais cósmicos que antecederão o fim fazem referência a textos do Antigo Testamento: Is 13, 10, Ez 32,7; Am 8,9; Jl 2,10.31; 3,1`5; Is 34,4; Ag 2,6.21; Mas em nenhum lugar no Antigo Testamento se referem à vinda do Filho do Homem – é uma novidade do evangelho. A lista desses sinais é uma maneira de dizer que toda a citação assinalará a sua vinda final. A descrição da chegada do Filho do Homem, rodeado das nuvens, é tirada do livro de Daniel 7,13, mas aqui se refere claramente a Jesus e não à figura angélica “em forma humana” do livro apocalíptico de Daniel. A ação de Jesus em reunir os eleitos é o oposto de Zc 2,10. Este reunir-se dos eleitos do seu povo por parte de Deus se encontra em Dt 30,4; Is 11,11.16; 27,12. Ez 39,7 etc. – mas nunca no Antigo Testamento é o Filho do Homem que faz esse trabalho.


A segunda parte do texto consiste numa parábola (vv. 28-29), um ditado sobre a hora do fim (v 30), sobre a autoridade de Jesus ( v. 31) e de novo sobre a hora (v 32). Nem sempre fica claro a que se refere – o que se fala sobre essas coisas” acontecerem “nessa geração” tem como contrabalanço o v. 32 que diz que somente Deus sabe a hora exata. A parábola sobre os sinais claros da chegada do fim (vv. 28-29) tem em contraposição a parábola da vigilância constante (vv. 33-37). Mas continua clara a mensagem básica – a vitória final do projeto de Deus, concretizada através de Jesus, o Filho do Homem. Mas a certeza dessa vitória não dispensa a atitude de vigilância constante por parte dos discípulos, para que não se desviem do caminho.


Pode parecer confuso o nosso texto – e para nós hoje, duma certa forma o é. Mas, inserido no contexto do Discurso Escatalógico (referente aos tempos finais) do Evangelho, nos traz uma mensagem de esperança e uma advertência. A esperança nasce do fato de que a vitoria de Deus é garantida – um elemento fundamental em todo apocaliptismo. A advertência está na necessidade de vigilância constante, para que não percamos a hora do Filho. Num mundo de desesperança e falta de ânimo por parte de muitos, o texto convida nós, os discípulos, à uma atitude positiva que nos leva a um engajamento maior em prol da construção do Reino entre nós. Mas também nos desafia para que estejamos sempre vigilantes para não sermos cooptados pela sociedade vigente, opressora e consumista, que muitas vezes se baseia em princípios contrários aos do Reino de Deus. As palavras de Jesus têm um valor permanente, para que possamos julgar as diversas propostas de vida que o mundo nos apresenta. “O céu a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”.
Pe. Tomaz Hughes - SVD

sábado, 7 de novembro de 2009

O Evangelho de Domingo


Amanhã a Igreja medita o 32º Domingo do Tempo Comum.
Como estamos no ano B, meditamos o Evangelho de São Marcos.
A passagem do Evangelho que a Igreja nos propõem está em Marcos 12,38-44.
Segue o trecho do Evangelho que iremos meditar amanhã:


Naquele tempo, Jesus dizia, no seu ensinamento a uma
grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da
Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser
cumprimentados nas praças públicas; gostam das
primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares
nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas,
fingindo fazer longas orações. Por isso, eles receberão a
pior condenação”. Jesus estava sentando no Templo,
diante do cofre das esmolas, e observava como a
multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos
depositavam grandes quantias. Então chegou uma pobre
viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam
quase nada. Jesus chamou os discípulos e disse: “Em
verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos
os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que
tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu
tudo aquilo que possuía para viver”.




Meditemos esse texto:
A mesma temática da 1ª leitura é desdobrada no Evangelho, quando Jesus enfatiza a generosidade de quem é pobre, seu senso de partilha e sua disponibilidade para ajudar. Jesus acentua que os ricos deram do que lhes sobrava, ao passo que a viúva deu tudo o que tinha. Aquela mulher não conhecera Jesus nem ouvira seus ensinamentos. Não o tinha acompanhado nem seguido durante três anos como acontecera com os apóstolos e com várias mulheres. Isto vale para todos aqueles que, embora sem conhecer o Evangelho, vivem o Reino de Deus. Por isso não podemos nem devemos ser preconceituosos com aqueles que não frequentam a igreja nem julgá-los desfavoravelmente por isso. Finalmente será que nos será possível imitar aquela viúva que doou tudo o que tinha? E nossa família como fica? Cada um de nós deve trabalhar com dignidade para sustentar a própria família, mas deve proceder de forma a sentir-se responsável também pela vida dos outros, necessitados de nossa ajuda. Quantas vezes, sob pretexto de nos preocuparmos com o sustento da família, escondemos nosso egoísmo não?


Para revisão de vida:
Por acaso, estou enriquecendo à custa de oprimir os outros? Por exemplo, pago minha empregada com salário justo, assino sua carteira de trabalho e pago seu INSS? Se tenho empregados, trato-os com humanidade ou como escravos? Antes de celebrar a missa e comungar o Corpo do Senhor, reconcilio-me com aqueles a quem ofendi? Sob pretexto de sustentar primeiro os meus, fecho meu coração à miséria em torno de mim?

Reflexão elaborada por Adelino Dias Coelho (disponível em: