terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Os muçulmanos e Maria...

(Maria, José e o Menino Jesus fugindo para o Egito).


Hoje, lendo sobre a Imaculada Conceição, acabei por me deparar com um texto que fala da relação entre os muçulmanos e a sempre Virgem Maria.


Eles, a exemplo de nós católicos atestam a pureza e a divina missão que a Virgem teve no mundo.


Abaixo os títulos pelos quais Maria é conhecida no Islã:



Tahirah: significa "Aquela que foi purificada" (Alcorão 3, 42). De acordo com o Hadith (conjunto de Leis e história de Maomé), o diabo não tocou em Maria quando ela nasceu, portanto, ela não chorou (Nisai 4, 331).



Mustafia: significa "Ela, que foi escolhida". O Alcorão declara: "Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos" (Alcorão 3, 42). Deus escolheu a Virgem Maria entre todas as mulheres do mundo para um plano divino.



Nur: Uma das passagens mais importantes, Maria foi chamada de Nur (Luz) e Umm Nur (a mãe da Luz). O verso da Luz, também contém os símbolos virginal do cristal, a estrela, a árvore abençoada de oliva e óleo, que segundo os muçulmanos, referem-se a pureza de Maria.





Que todos possamos aprender com eles a dar a Maria o devido respeito.





A todos a paz!!!

8 de dezembro: dia da Imaculada Conceição


Hoje a Igreja celebra um dos seus maiores dogmas: o da Imaculada Conceição.


A concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia da graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.
A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.

A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX na bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. O dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Primeiros Padres de Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho, o Filho de Deus.

Ao definir oficialmente a Imaculada Conceição como dogma, o Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação de Gênesis 3, 15, onde Deus disse: "Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, eranecessário uma mulher sem pecado, para dar a luz à Cristo, que reconciliaria o homem com Deus. O verso "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti" (na Vulgata: "Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te"): Cântico dos Cânticos 4,7 também comprova a Imaculada Conceição. Em outros versos temos:
"Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura." (Êxodo 25, 10-11)
"Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão." (Deuteronômio 10, 3)
Outras traduções para a palavras incorruptível ("Setim" em hebraico) incluem "acácia", "indestrutível" e "duro" para descrever a madeira utilizada. Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e "incorruptível". Maria é Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11, 19) e, portanto, a Nova Arca é igualmente "incorruptível" ou "imaculada".


O Dogma proclamado em 8 de Dezembro de 1854 por Pio IX diz:


Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis.


A Todos a paz!!!

NIHIL SINE DEO - Nada sem Deus.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Evangelho de Domingo


Preparai os Caminhos do Senhor...


Estamos na 2ª Semana do Advento, e iniciamos no último domingo (dia 29) o Ano Litúrgico C, dedicado às reflexões do Evangelho de São Lucas.


Nesse domingo meditaremos: Lucas 3,1-6.


"No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. E ele percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um baptismo de penitência para a remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alterados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’». "



Reflexão:

Lucas, como compete a alguém que “tudo investigou cuidadosamente desde a origem” (Lc 1,3), começa por situar o quadro de João Batista num determinado enquadramento histórico. Nomeia 7 personagens (desde o imperador Tibério César, até ao sumo sacerdote Caifás), num esforço de situar no tempo os acontecimentos da salvação (estaremos aí pelos anos 27/28). Ele sugere, assim, que esta aventura do Deus que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar um projecto de salvação e de felicidade não é uma lenda, perdida nas brumas do tempo e da memória dos homens… Mas é uma história concreta, com acontecimentos concretos, que podem ser ligados a um determinado momento histórico e a uma terra concreta.
Num segundo momento, Lucas apresenta a figura de João Batista. Ele é “uma voz que grita no deserto” e que convida a preparar os caminhos do coração para que Jesus, o Messias de Deus, possa ir ao encontro de cada homem. Lucas começa por sugerir que a missão profética de João lhe é confiada por Deus: o chamamento de João é apresentado com as mesmas palavras do chamamento de Jeremias (cf. Jer. 1,1, no texto grego), para marcar o carácter profético do seu anúncio. Depois, Lucas situa num espaço geográfico a atividade profética de João: ele prega em “toda a zona do rio Jordão” (Mateus e Marcos, situam-no no deserto)… Trata-se de uma região bastante povoada, sobretudo depois das construções de Herodes e de Arquelau: o anúncio profético de João destina-se aos homens, que são convidados a acolher o Messias que está para fazer a sua aparição no mundo. Finalmente, concretiza-se o âmbito da missão: João “proclama um batismo de conversão (”baptisma metanoias”), para a remissão dos pecados”… A palavra “metanoias” sugere uma revolução total da mentalidade que leva a uma transformação total da forma de pensar e de agir… Para acolher o Messias que está para chegar, é necessário um processo de conversão, as prioridades, os valores; só nos corações verdadeiramente transformados, o Messias encontrará lugar.
O Evangelho de hoje conclui-se com uma citação tomada de Isaías (cf. Is 40,3-5), onde serve para anunciar aos exilados na Babilónia a libertação e o regresso a casa, num novo e triunfal êxodo. Lucas sugere, desta forma, que está para chegar a libertação: é necessário, no entanto, que os destinatários do projeto libertador de Deus aceitem percorrer esse caminho, se deixem transformar e acolham “a salvação de Deus”.
Um excelente domingo a todos!!!
Créditos: (Site Presbíteros, disponível em: http://www.presbiteros.com.br/index.php/ii-domingo-do-advento-ano-c/)

Esperar o Senhor com alegria...


Artigo de dom Nelson Westrupp Bispo de Santo André - SP, publicado no site da CNBB:
“Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos!” (Fl 4, 4). Eis o convite a ressoar no coração de quem ainda acredita no sentido cristão do Natal. O fundamento desta alegria, contudo, não consiste somente na situação em que vivemos, mas, sobretudo, no fato de que o Senhor está para chegar e de que a nossa libertação está próxima.
Preparar-se bem para o Natal de Jesus significa ir ao Seu encontro, carregado de boas obras. Ao chegar, Jesus quer encontrar nossos corações íntegros e santos, diante de Deus, nosso Pai (cf. 1 Ts 3, 13). Fica, portanto, o convite a progredirmos cada vez mais no modo de proceder para agradar a Deus. Não há Natal verdadeiro sem uma vida cristã autêntica. A graça salvadora de Deus ensina-nos a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com ponderação, justiça e piedade (cf. Tt 2, 11-12).
Vivamos santamente o Advento. Ele educa o olhar do coração a estar vigilante na oração, esperando com alegria a vinda gloriosa do Senhor Jesus. Intensifiquemos nosso relacionamento íntimo com Ele, tornando nossa relação com o próximo afável e fraterna, pois a bondade e a ternura são sinais da presença de Deus.
A cada Natal, há sempre menos espaço no coração das pessoas para Cristo nascer. Parece que a presença amável do Menino-Deus perturba e atrapalha o “bem-estar” egoísta e individualista de um número crescente de gente fechada em si mesma. Não permitamos que o sentido cristão do Natal dê lugar a buscas vazias de felicidade para o coração humano. Por isso, queremos ir ao encontro do Senhor que vem, abandonando tudo o que obstaculiza Cristo nascer onde Ele ainda não nasceu no ser e no agir de cada pessoa.
O verdadeiro cristão é precursor de Cristo, é transparência viva a quem quer ver Jesus, caminho por onde Ele quer chegar a todos. Acolhamos nosso Salvador na fé, encarnando-O em nosso jeito de ser e de amar. Queremos celebrar o aniversário de Jesus com Ele, permitindo a Maria e José renovarem a experiência de Belém em nossa própria casa e no seio de nossa família.
Desejo que o Natal de cada diocesana e de cada diocesano aconteça num oásis de ternura, acolhimento, bondade, misericórdia, amor e paz.
A todas e a todos um Natal repleto de alegria e santidade, com meu abraço amigo e uma especial bênção.
A todos a paz!!!

Ele se fez pobre para nos enriquecer...


Estamos no Advento do Senhor, tempo de nos preparar para a vinda do Senhor Jesus.
É um tempo que nos chama à conversão, à caridade e à oração.
A Igreja se veste nesse tempo de roxo (por isso mudei as cores do blog), em sinal de penitência e de espectativa pela vinda do Menino Jesus.
Nesse Tempo forte, a Igreja no Brasil realiza a Campanha para a Evangelização.
Nesse ano o tema é "Ele se fez pobre para nos enriquecer."
Nos dias 12 e 13 de dezembro será realizada a Coleta para a Evangelização, em todas as Igrejas do país. Sua colabração ajudará a levar o Evangelho para todos os cantos do páis.
Segue o que diz a CNBB sobre os Objetivos da Campanha para a Evangelização:

Objetivo
Todos os anos, a Igreja no Brasil realiza a Campanha para a Evangelização, que acontece no tempo do advento, para atingir estes objetivos e, assim, procura despertar na consciência de todos os seus membros, a responsabilidade diante da missão evangelizadora para que todos venham a participar ativamente desta missão.
Este ano, a Campanha para a Evangelização tem como tema: Ele se fez pobre para nos enriquecer. Este tema foi escolhido para dar unidade ao ano litúrgico de 2010, que abordará a questão da economia tanto na Campanha para a Evangelização, que acontece no tempo do advento, como na Campanha da Fraternidade, que acontece no tempo da quaresma, e na Campanha Missionária, que acontece em outubro, durante o tempo comum.

Rezemos para que a Campanha para a Evangelização produza bons frutos:
Oração
Senhor Jesus Cristo,
que vos fizestes pobre para nos enriquecer,
concedei-nos que, a Vosso exemplo,
possamos contribuir na nossa pobreza
para que as riquezas do Vosso Evangelho
possam chegar a todas as pessoas.
Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
Amém.

A todos a paz!!!

São Nicolau de Mira, o verdadeiro símbolo do Natal.


Estamos chegando no Natal, tempo de lembrarmos o nascimento de Cristo, de reunir a família, de celebrar a vida e fazer nossos pedidos e compromissos para o ano que virá. Contudo, nos últimos anos o Natal se tornou símbolo de algo que nada tem de cristão: de consumismo. E em boa medida, devemos isso a uma figura que nunca falta no Natal consumista: o Papai Noel.
Reza a lenda que esse personagem é inspirado em um grande santo, venerado pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa: São Nicolau de Mira, padroeiro da Rússia, da Grécia e da Noruega.


É aceito que São Nicolau, bispo de Mira, seja proveniente de Petara na Ásia Menor (Turquia), onde teria nascido na segunda metade do século III, e falecido no dia 6 de dezembro de 342.
Sob o império de Diocleciano, Nicolau foi encarcerado por recusar-se a negar sua fé em Jesus Cristo.
A ele foram atribuídos vários milagres, sendo daí proveniente sua popularidade em toda a Europa e sua designação como protetor dos marinheiros e comerciantes, santo casamenteiro e, principalmente, amigo das crianças. De São Nicolau, bispo de Mira (Lícia) no século IV, temos um grande número de relatos e histórias, mas é difícil distinguir as autênticas das abundantes lendas que germinaram sobre este santo muito popular, cuja imagem foi tardiamente relacionada e transformada no ícone do Natal, Papai Noel no Brasil um velhinho corado de barba branca, trazendo nas costas um saco cheio de presentes.
É tido como acolhedor com os pobres e principalmente com as crianças carentes, o primeiro santo da igreja a se preocupar com a educação e a moral tanto das crianças como de suas mães.

A Igreja Ortodoxa lhe honra com a celebração litúrgica do último domingo do ano no calendário juliano. Os ritos copta e bizantino lhe dedicam grande relevo e a celebração de sua vida pastoral tem grande destaque. O calendário romano celebra o seu dia como sendo a 6 de dezembro.
De acordo com a história, São Nicolau vendeu todas a ssuas riquezas para ajudar os necessitados, sobretudo as crianças.
Apesar de de ele ter vivido no Século III da Era Cristã, o Papai Noel (Santa Claus em inglês) só nasceria tal qual conhecemos (com renas, roupas vermelhas, saco de brinquedos, chaminés e tudo o mais) na década de 1930 nos Estados Unidos e de lá seria exportado para todo o mundo.
Que nesse Natal, possamos viver mais o espírito de São Nicolau, cuja festa será celebrada para nós latinos nesse 6 de dezembro, e deixemos de lado essa história de Papai Noel.
A todos a paz!!!

When You Believe


Um dos melhores filmes bíblicos que vi sem dúvidas foi "O Príncipe do Egito", uma animação da DreamsWorks.
No filme, minha música preferida (uma das melhores que ouvi) é When You Believe, que rendeu ao filme o Oscar de melhor de melhor canção original.

A Música é de composição de Mariah Carey, e é interpretada por ela e por Whitney Houston.

Veja a letra (em inglês, segue tradução e ao final um vídeo tirado do YouTube):
WHEN YOU BELIEVE.

Whitney:
Many nights we prayed, with no proof anyone could hear
In our hearts a hopeful song, we barely understood
Now we are not afraid, although we know there's much to fear
We were moving mountains long, before we knew we could

Chorus:
There can be miracles, when you believe
Though hope is frail, It's hard to kill
Who knows what miracles, you can achieve
When you believe, somehow you will
You will when you believe

Mariah:
In this time of fear, when prayer so often proves in vain
Hope seems like the summer birds, too swiftly flown away
Yet now I'm standing here, my heart so full I can't explain
Seeking faith and speaking words, I'd never thought I'd say

Chorus:
There can be miracles, When you believe (When you believe)
Though hope is frail, It's hard to kill
Who knows what miracles, You can achieve (You can achieve)
When you believe, somehow you will
You will when you believe

Bridge: (Both)
They don't always happen when you ask
And it's easy to give in to your fear
But when you're blinded by your pain
Can't see you way clear through the rain
A small but still resilient voice
Says help is very near

Chorus: (Both)
There can be miracles (miracles)
When you believe (When you believe)
Though hope is frail
It's hard to kill
Who knows what miracles
You can achieve (You can achieve)
When you believe
Somehow you will
Somehow you will
You will when you believe
You will when you, you will when you believe
Just believe, just believe
You will when you believe.


Tradução:
Quando você crê

Por muitas noites rezamos
Sem provas que alguém poderia ouvir
Em nossos corações uma canção de esperança
Que mal entendemos.

Agora não estamos com medo
Embora saibamos que há muito o que temer
Nós movemos montanhas
Antes mesmo de saber que podíamos.
(oh, sim)
(Refrão:)
Milagres podem acontecer quando se crê
Embora a esperança seja frágil, é difícil de destruir
Quem sabe que milagres você pode alcançar
Quando se crê, de alguma maneira você alcançará
Você alcançará, quando você acreditar

Neste tempo de medo
Quando a oração se prova frequentemente em vão
A esperança se parece com os pássaros de verão
Que rapidamente se vão.

Agora eu estou parado aqui
Meu coração está tão cheio, que não posso explicar
Procurando fé e falando palavras
Que eu nunca pensei que diria

Refrão

Eles nem sempre acontecem quando você pede
E é fácil ceder a seus medos
Mas quando se está cego pela dor
Não se pode ver o caminho através da chuva
Uma voz distante, porém presente, e traquila
Diz que o amor está muito perto

Refrão

Você alcançará quando acreditar
Apenas acredite.